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18 de dezembro de 2010

Fiat produzirá novo Palio e Siena na Argentina

Banco Central argentino concedeu vantagens de crédito para atrair o investimento
João Kleber do Amaral
Projeção do Fiat Palio 2012
O diretor peral da Fiat, Gerardo Bovone, se reuniu com a ministra da Indústria Argentina, Débora Giorgi, para confirmar a instalação de uma nova linha de produção na fábrica de Ferreyra, Córdoba. Ainda que a montadora não tenha confirmado oficialmente, sabe-se que ali será produzido o chamado Projeto 326: as novas gerações dos modelos Palio e Siena, que começará com a fabricação do hatchback em março próximo.

Bovone assegurou que o crédito concedido pelo Fundo Bicentenário do Banco Central permitiu que o investimento equivalente a US$ 205 milhões fossem feitos na Argentina e não no Brasil. A General Motors Argentina deu a mesma justificativa há três anos para a tomada de um empréstimo da Anses, que permitiu a fabricação do Agile em Rosário. “Sem o financiamento do Fundo bicentenário, nosso investimento iria para o Brasil”, assinalou Bovone. O empréstimo do Banco Central tem uma taxa de juros de 9,9% anual e possui duração de cinco anos.

João Kleber Amaral
Projeção do Fiat Siena 2012
A ministra Giorgi declarou: “Nenhum empresário se endivida se achar que não tem futuro. Por isso, com está linha do Bicentenário, não poderemos perder a oportunidade de agregar valor a nossa produção e criar mais emprego. Com mais investimentos a indústria ganha participação maior no PIB e também faz com que outros setores associados, como o de serviços, cresça”.

Bovone acrescentou: “o país perdeu uma grande onda de investimentos no mundo em 99, que na região acabou optando por fixar-se no Brasil. Agora estamos diante de um segundo grande fluxo de investimentos e a Argentina, graças à política industrial que o governo leva adiante, atraí as empresas. Nosso projeto era disputado por vários países e o Brasil era um destino possível na região, mas graças ao Fundo Bicentenário essa linha de produção vai ser instalada na nossa fábrica de Ferreyra, na província de Córdoba”.

Marlos Ney Vidal

22 de setembro de 2010

Fiat Siena Essence 1.6 16V: na flor da idade

Fiat Siena Essence 1.6 16V: na flor da idade
Andamos no sedã com novo motor EtorQ que entra no lugar do 1.8 de origem GM
Carlos Guimarães
  Divulgação
Depois de mais de doze anos no mercado, o Siena ganha um conjunto mecânico de tirar o chapéu. Convenhamos, o sedã da Fiat sempre foi um carro honesto, mas sem empolgar. Passou por quatro plásticas, chegou a ser taxado de patinho feio e agora recebe um impulso importante, numa fase mais avançada do seu ciclo de vida. Com o novo motor 1.6 16V E.torQ de 117 cavalos, feito a partir do Tritec usado no Mini Cooper no início da década, o pequeno sedã ganha força na briga com os vários concorrentes. Na versão Essence 1.6 16V, o  preço sugerido parte de R$ 41.820.
Antes de entrar no carro já sabia que iria encontrar uma melhora em relação à extinta versão equipada com motor 1.8 de origem GM. E me surpreendi depois de algumas dezenas de quilômetros em uma boa estrada sinuosa nos arredores de Campinas (SP). Além de funcionar com mais suavidade, aceitando rotações mais altas sem vibrações, o novo motor 1.6 “conta um módulo eletrônico de comando com velocidade de processamento bem mais alta, o que também contribui com a maior rapidez nas respostas do câmbio automatizado Dualogic”, explica o gerente de projetos da Fiat, Robson Neves Cotta.
  Divulgação
Percebi isso na prática depois que passei para o modo manual e passei a trocar as marchas com toques para frente (quando queria reduzir) e para trás (engatar uma marcha adiante). Aliás, essa configuração é a ideal em se tratando de câmbio seqüencial porque, ao frear, o corpo é jogado para frente, no mesmo sentido do movimento para reduzir e vice-versa. Pisando fundo no acelerador, o nível de rotação sobe depressa e, ao estabilizar na velocidade de cruzeiro, mantém o interior mais silencioso do que antes, quando o Siena vinha com o antigo 1.8.
  Divulgação
Foi um presente e tanto para o sedãzinho esse 1.6 EtorQ, que passou por uma série de mudanças do pessoal de engenharia da FPT (Fiat Power Train). Adotaram novos pistões, redimensionaram várias peças, entre as quais as sedes de válvulas e virabrequim. Mas mantiveram soluções interessantes para conseguir um conjunto mais compacto (afinal, o cofre do motor do Mini é um tanto apertado), como a bomba da direção hidráulica montada junto com a de água, mas com possibilidade de serem trocadas de maneira independente. O único problema que achei com essa preocupação em ocupar pouco espaço foi o caso do filtro de óleo, instalado próximo da parede de fogo, o que obriga a acessá-lo pelo vão da caixa de roda para troca.
Por causa da cilindrada menor e por ter 16 válvulas no lugar de oito do antigo motor 1.8, houve uma perda de torque em rotações mais baixas, o que pode ser percebido em saídas de curva. São 16,8 kgfm a 4.500 rpm ante 18,5 a 2.800 rpm, mas no cômputo geral o novo 1.6 se sai bem melhor, inclusive quando o assunto é consumo. Com etanol, a Fiat diz que o Siena 1.6 Essence faz 8,4 km/l na cidade e 10,9 km/h ,na estrada , números que poderiam ser ainda melhores se fosse adotada uma taxa de compressão um pouco mais alta que os 10,5:1. De qualquer forma, não resta dúvida, o novo motor funciona bem melhor que o 1.8, que ficará apenas no Stilo na linha Fiat. Com a nova motorização, o sedã atinge 191 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos, ainda conforme a fabricante.

De resto, o carro continua o mesmo de sempre. A suspensão que privilegia o conforto faz a carroceria inclinar demais nas curvas e exige certa cautela. O apoio de braço das portas um pouco mais baixo que o ideal chega a cansar em viagens mais longas e, nas versões equipadas com ABS, a vibração no pedal pode assustar os mais desavisados. Em contrapartida, o porta-malas de 500 litros continua um dos maiores do segmento e lista de equipamentos disponíveis é bem completa e pode incluir até espelho retrovisor eletrocrômico, algo raro nos modelos da categoria. No final do teste ficou a sensação de que, de fato, o passar dos anos fez bem ao Siena.

  Divulgação

5 de agosto de 2010

Siena ultrapassa Palio no ranking de vendas

Sedã foi o mais vendido do segmento em julho, diz Fenabrave
Da redação

Fiat
Fiat Siena 2011
O ranking de vendas divulgado pela Fenabrave (Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos) mostra alguns movimentos interessantes no mercado durante o mês de julho. Um deles fica por conta do quinto lugar do sedã Siena na lista geral, à frente do Corsa Sedan (que vinha sendo líder do segmento) e até mesmo do Palio, do qual é derivado. Isso mostra que o hatch da Fiat vem mesmo perdendo participação nas vendas gerais. Na comparação entre julho desse ano em relação ao de 2009 a queda chega a 39,4% (18.652 unidades ante 11.302).
O principal motivo desse desempenho negativo do Palio é atribuída à preferência pelo novo Uno, modelo mais moderno, com preço bem parecido e que está ameaçando como nunca a liderança geral do Gol (25.424 unidades do Volkswagen em julho ante 23.163 do Fiat). Além disso, o hatch da marca italiana está prestes a passar por uma reforma completa, já que a nova geração já está em testes e vai ser lançada na ano que vem.
Além da queda do Palio, outro ponto que chama a atenção é o fato do Sandero superar o rival Agile, que nas vendas acumuladas do ano ainda continua na frente (34.239 unidades do GM ante 33.779 do Renault). E o terceiro e último item que se destaca no ranking de julho é a terceira vez no ano em que o Focus hatch teve mais vendas que o i30, modelos que vêm apresentando números bem próximos. Dessa vez o Ford chegou na frente do Hyundai por apenas 45 carros (2.484 contra 2.439). Porém, no acumulado do ano, o i30 tem uma vantagem confortável (19.539 ante 12.678).

21 de fevereiro de 2010

Siena com motor FPT (ex-Tritec) é flagrado

Nova linha de propulsores da Fiat será inaugurada em março
Carlos Cristófalo// Argentina Auto Blog
 
Um usuário do fórum argentino do Clube do Palio publicou fotos de um Fiat Siena com motor experimental. O usuário, que se diz trabalhar na fábrica argentina da Fiat, afirma que o protótipo realiza testes do novo motor FPT (ex-Tritec) 1.6 de 16 válvulas. A Tritec é a antiga fábrica paranaense da BMW que foi comprada em 2008 pelo grupo Fiat. A inauguração da fábrica da FPT está agendada para o mês que vem. Segundo nosso colaborador, Marlos Ney Vidal, o novo motor estreia no Punto e, na sequencia, equipará a família Palio e deverá atingir 128 cavalos com álcool.
O novo motor substituirá o veterano 1.8 Powertrain de até 115 cv desenvolvido pela GM nos anos 90 e que equipou os modelos da Fiat durante uma década que vigorou a falida aliança entre as fabricantes de Detroit e Turim. O nova motor FPT nada mais é que uma evolução do Tritec 1.6 16V de 115 cv que equipava o Mini Cooper do começo dos anos 2000. Uma versão 1.8 também está sendo testada para substituir o 1.9 do Linea e equipar o hatch médio Bravo. (com Lucas Litvay)
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